Sem Venezuela, gerar energia para Roraima custará R$ 1,2 bilhão

Publicado em 11 de setembro de 2018

O eventual corte no fornecimento de energia a Roraima pela Venezuela representaria um custo extra de R$ 1,2 bilhão por ano para os consumidores de todo o Brasil.

O país de Nicolás Maduro tem ameaçado interromper o fornecimento ao único estado que não está interligado ao sistema elétrico brasileiro e que depende em grande parte das importações vindas do país vizinho. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O motivo do corte seria uma resposta à falta de pagamento de uma dívida, de ao menos US$ 33 milhões (R$ 136 milhões, na cotação de hoje), que a Eletrobrás acumula com a estatal venezuelana pela compra de energia usada para abastecer o estado.

Roraima recebe energia da Venezuela há 17 anos. Com o agravamento da crise econômica no país vizinho e a falta de manutenção do linhão que transmite a eletricidade, o estado enfrenta instabilidade no fornecimento.

Agora, a situação se agravou. Ao menos dois terços da energia consumida em Roraima são gerados pela Venezuela. O restante é produzido por usinas térmicas.

Por lei, os consumidores do restante do país pagam o combustível necessário para gerar energia em regiões isoladas, como Roraima. Por isso, o aumento dos custos na região podem gerar impactos em todo o país.

A dívida com o governo de Nicolás Maduro acumulou porque o Brasil não tem conseguido transferir o dinheiro, diante do embargo imposto pelos Estados Unidos.


Deixe o seu comentário:

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores.