Perguntar não ofende: Dá para escrever 33 laudas num plantão judicial

Publicado em 10 de julho de 2018

Tudo.

O PT previa uma derrota, mas articulou uma ação minuciosa para desgastar a Justiça e tentar converter em ganho político qualquer decisão contra o ex-presidente Lula. Os deputados petistas Paulo Pimenta (RS), Wadih Damous (RJ) e Paulo Teixeira (SP) teriam elaborado estratégia para que o pedido de habeas corpus fosse analisado necessariamente pelo desembargador Rogério Favreto, critico a Sérgio Moro no TRF- 4 e o plantonista da corte entre os dias 4 e 18 de julho.

…planejado

A previsão dos deputados era de que a decisão de Favreto, favorável a Lula, seria cassada em poucas horas, mas o episódio ilustraria a tese  de que o Judiciário age para prejudicar o ex-presidente Lula.

* Já a ação de Moro que, de férias em Portugal, telefonou para delegados da Polícia Federal e pediu que não cumprissem a ordem do desembargador foi contabilizada como uma espécie de bônus político para o petista.

Lei eleitoral 

Que político não gosta de ir à inauguração de uma obra ou promover suas ações com aparições na TV? Desde sábado passado, porém, quem estiver de olho na eleição de 7 de outubro, mesmo sem ser candidato, vai ter que observar uma série de restrições.

* A lei eleitoral veda várias práticas nos três meses que antecedem o pleito justamente para evitar o uso da máquina pública e o desequilíbrio na disputa.

Quem dá mais?

A Eletrobras pretende voltar a participar de leilões de contratação de energia nova e de linhas de transmissão, caso a privatização de suas seis distribuidoras, entre as quais, a Eletroacre, seja bem-sucedida.

* De acordo com a estatal, Segundo o presidente da estatal, sem as distribuidoras, previstas para ir a leilão em 26 de julho, a companhia poderá focar nas atividades-fim, de geração e transmissão.

Prioridade em Minas

Apesar de o PT ter decidido destinar de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões para os candidatos do partido ao Senado, a ex-presidente Dilma Rousseff terá um tratamento especial. Para não vê-la derrotada nas urnas em Minas, a agremiação reservará para ela mais recursos do que para os demais.

Alianças simbólicas

Quem não tem cão caça com gato. Talvez incômodo para uma ambientalista como Marina Silva, o ditado popular resume a situação da Rede em meio às negociações de alianças para a campanha.

* Sem a adesão de outros partidos até agora, a pré-candidata apostará em coligações simbólicas: com movimentos que pregam renovação política.

Agora!, Acredito, Brasil 21 e Frente Favela Brasil estão entre os grupos que o entorno da ex-senadora considera peças importantes na candidatura. São, na visão da equipe, alianças não convencionais.

Fechando apoios

O mais provável é que a ex-senadora feche só apoios nos estados, com outros partidos oferecendo palanque. Isso deve ocorrer em São Paulo, onde a Rede decidiu se coligar com o PMN, que lançará para o governo o professor Cláudio Fernando de Aguiar, da Baixada Santista.

* O vice será da Rede: Roberto Campos, ex-vereador em São João da Boa Vista.

Frase

“Agora quero ver alguém dizer que o Judiciário não trabalha de maneira célere, inclusive aos domingos”  do leitor do Correio Braziliense, Luiz Valério Dias.

 

Por: Mariano Maciel


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