Uma leitura da corrida para o Governo do Acre nesta farsa chamado de pré-campanha

Publicado em 15 de junho de 2018

Faltando pouco mais de três meses para as eleições de outubro, os principais pré-candidatos ao Governo do Acre estão com o bloco na rua, vivendo intensamente a pré-campanha, que nada mais é do que uma campanha eleitoral disfarçada (uma dessas pérolas criadas pelos políticos brasileiros para deixar tudo igual ao que era antes da suposta mudança). Uma das perguntas que eu mais tenho escutado por esses tempos é: “e aí, quem você acha que vai para o segundo turno?” Essa pergunta demonstra que o eleitor tem a mesma percepção que eu: a campanha já está em pleno andamento, só que com uma maquiagem à qual deram o nome pré-campanha.

O que mais tenho conversado com muita gente, e tenho ouvido muitos políticos, inclusive os pré-candidatos ao governo e ao Senado. Daí que minha impressão é que se a eleição fosse no próximo domingo, digamos, não poderíamos dizer quem seria o vencedor entre Marcos Alexandre. Gladson Cameli e coronel Ulisses, todos nós somos sabedores que ate o momento tem segundo turno. Aí me perguntam de volta: você está desconsiderando a capacidade do atual governadora Sebastião Viana (PT) que tem a máquina do estado nas mãos? Minha resposta mais imediata é: O governo de Sebastião Viana tem crescido como rabo de cavalo para baixo, isso pode não ter como ajudar o seu candidato pelo o descrédito que seu governo está.

Sebastião Viana faz um governo capenga, cheio de problemas, denúncias de irregularidades, incapacidade de cumprir compromissos e o chefe do Executivo ainda tem as desvantagens adicionais de não cumprir os tratos políticos. Passados três anos e seis meses da sua segunda administração, são muitos problemas a serem resolvidos, com o fator a capacidade de o estado oferecer serviços essenciais de qualidade, como saúde, educação e segurança pública que nesse governo foi para o ralo.

Por outro lado, pode ser que Sebastião consiga corrigir os rumos da sua administração nessa reta final de mandato e, assim, melhorar seus índices de rejeição hoje muito altos e de aceitação que beiram ao rés do chão. É claro que a máquina administrativa sempre tem um peso muito grande numa disputa eleitoral. Mas para que ela faça a diferença, o time precisa ser extremamente competente e estar afinado com o mesmo objetivo. Toda equipe têm o objetivo de tentar corrigir os rumos do que ainda não deu certo no governo de Sebastião Viana. Resta saber se haverá sintonia suficiente entre o governo, seus colaboradores e seus novos apoiadores para tanto que possa fortalecer a pré-campanha de seu sucessor. Esse fator pesará bastante.

Ainda assim, não será uma disputa fácil para Gladson Cameli nem para ninguém. Tem muita gente apostando que o pré-candidato do governador vai crescer nas pesquisas a partir de agora. Mas escuto muita gente que considera que o governo de Sebastião Viana morreu de véspera das eleições de 2018, sepultando por antecipação suas chances de eleger seu sucessor. O fato é que teremos uma campanha completamente diferente de todas as outras anteriores. Será uma disputa acirrada, com muita gente fazendo de tudo para salvar a própria pele a qualquer custo.

Penso que vai chegar ao segundo turno quem errar menos e quem for capaz de convencer o eleitorado de que representa o novo ou o diferente nesse mar de mesmices.

 

 

Por: Edilberto Araujo


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