Brasil dominado por criminosos

Publicado em 28 de dezembro de 2017

Recebi hoje do amigo Gabriel Almeida uma matéria produzida pelo delegado da polícia civil do Distrito Federal e jornalista, Miguel Lucena

Apesar de considerar que o delegado Miguel Lucena seja bastante polêmico em suas declarações (no ano passado ele foi exonerado da função de diretor de comunicação da corporação), ele tem muita razão em seu “grunhido”, mesmo achando que agir como porco ou javali seria muito pouco, ou apenas o mínimo que podemos fazer para que o país desperte deste torpor que provoca a inércia dos indivíduos pensantes, enquanto os espertalhões socialistas se prepararam por décadas para conseguirem o que estamos vendo agora.

Eu já ouvi uma teoria com a qual concordo, segundo a qual o aumento da criminalidade se deu basicamente por dois motivos: a prisão de criminosos comuns no mesmo espaço que os políticos a partir dos anos de 1970 e a consequente “troca de figurinhas”, onde políticos aprenderam a malandragem e os criminosos comuns aprenderam a se organizar, tornando-se mais eficientes. Além disto, para se eleger o caudilho Leonel Brizola fez acordo com a bandidagem do Rio de Janeiro, que ganhou muita força e poder, o que se alastrou pelo resto do país.

Eu sempre fui contrário à pena de morte, por considerar que a sociedade, o Estado em conseqüência, tem o dever de proteger a vida, assim não podendo nunca ser contra ela, a vida. Na atual conjuntura, estou mudando minha forma de pensar, pois há muito bandido que não merece mesmo viver.

O pior de tudo é que, o meio que o delegado chama de “formadores de opinião” foi praticamente dominado e professores (universitários principalmente) e redações de jornais. Entretanto já há sinais de reação, pois o Brasil nunca aceitará o comunismo. Então precisamos mesmo grunhir.

 

Por: Adson Prado

Segue o texto do delegado abaixo.

FALTA POUCO PARA UM GRUNHIDO


Miguel Lucena*


O brasileiro, antes bom vizinho e reverente aos mais velhos, tornou-se tosco. Copiou de outras culturas modos herméticos, festas de bruxas, ações violentas de torcidas organizadas (holligans), comidas embaladas a vácuo e a ditadura do politicamente correto, imposta pelos diversos meios para inibir a liberdade de crítica e liberar as ações deletérias de seus protagonistas.


A pretexto de combater a ordem vigente, grupos instalados em instâncias formadoras de opinião estimularam a negação ao princípio da autoridade, começando com o enfraquecimento do temor reverencial aos pais, fim da hierarquia entre professores e alunos e o descrédito das instituições religiosas, tidas como  ópio do povo.


Os bandidos mereceram atenção especial ao longo dos anos, enquanto os cidadãos de bem, trabalhadores que insistiram em ser honestos e ganhar o pão de cada dia com o suor do próprio rosto, ficaram esquecidos.


O Judiciário, carcomido e atrasado, agarrou-se aos privilégios e, para agradar aos propagadores da ideologia deletéria – de inversão dos valores morais da sociedade -, foi cedendo aqui e ali,  dando mais ouvidos ao criminoso do que às autoridades constituídas para combater o crime, chegando a acarear agentes públicos com bandidos notórios, em pé de igualdade, para saber quem tinha razão.

As organizações de direitos humanos, sob o argumento de que sua função era enfrentar os excessos do Estado, transformaram-se em babás de facínoras, fechando os olhos para as vítimas dos assassinos, estupradores e latrocidas.


O povo cordial transformou-se em gente rude, sem fineza no trato, atropelando-se em metrôs e ônibus, trombando em quem estiver na frente, homens esfregando-se em mulheres e masturbando-se na frente de todos, torcedores matando rivais a cacetadas, pontapés e tiros.

 

A Polícia, acuada como inimiga a ser eliminada, chega a mendigar ao Judiciário e ao Ministério Público para adotar medidas de contenção do crime, como se as providências cautelares fossem um favor a ser concedido à autoridade policial.


Os criminosos, cheios de razão, nada temem: chegam ao cúmulo de invadir uma audiência para assassinar uma magistrada, metralham fóruns e eliminam policiais, sem que o Estado tenha coragem de reagir à altura. Somos bobos da corte com uma Constituição nas mãos, enfrentando bandidos fortemente armados e gritando que o Estado de Direito vai muito bem, obrigado!


Ninguém se cumprimenta mais, pouco se apertam as mãos e se trocam abraços. Um bom dia é respondido com um som gutural ininteligível, quando ocorre a resposta.

Nas escolas, o ensino das disciplinas necessárias ao aprendizado é substituído por discussões políticas intermináveis sobre acontecimentos recentes da politicagem de baixo nível, e assuntos de troca de sexo  são incutidos na cabeça de crianças pequenas, enquanto a televisão exalta as onomatopeias de Anita como o máximo da cultura musical.


A família sofre ataques permanentes, sendo a figura do pai retratada como um sujeito mau que precisa ser desconstruído, enquanto se estimula a produção independente de filhos que não precisam da presença paterna.


Enaltecem-se como arte performances obscenas e pedófilas, valorizam-se as incivilidades, as letras de baixo calão e as coreografias que imitam atos sexuais, em festas embaladas em ritmos que não passam de cópias piratas de outras culturas.

Tudo é relativizado, inclusive a corrupção, relevando-se os desvios dos aliados e ídolos, criando-se narrativas fantasiosas para encobrir os crimes contra a população, comparando-se o roubo de bilhões ao ato de furar fila.


O resultado está aí: uma sociedade que se desagrega aceleradamente, involui todos os dias, mergulha na hipocrisia, na desfaçatez e no fingimento, quase perdendo de vez a vergonha.


Se não houver uma reação a tudo isso, com a defesa dos valores que sustentam uma civilização saudável, da liberdade com responsabilidade, do respeito ao outro, da proteção à família e à infância, da gentileza e do amor fraterno, terminaremos os nossos dias nos comunicando por meios de grunhidos.


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