Acre: Sebastião afunda SUS, acaba o sonho dos concursados e aumenta drama dos irregulares

Publicado em 9 de dezembro de 2017

acre saude falida

No instante em que o Huerb, as UPAs e demais unidades do interior forem repassadas a empresas privadas, será o fim da esperança para os concursados, os irregulares (mais de 3,6 mil na Saúde) e profissionais que já estão exercendo suas atividades. Demissões, redução de salários e jornadas de trabalho puxadas são as consequências naturais da desestatização. A análise do sindicalista Adailton Cruz, presidente do Sintesac, não resta dúvida quanto a fim da carreira dos trabalhadores do setor. Leia a esclarecedora entrevista do sindicalista:

Segundo Adailton Cruz a decisão já foi tomada.

Adailton-Cruz

O governador Sebastião Viana já decidiu repassar toda a estrutura da Saúde para essas empresas, a começar pelo Huerb, UPAs e as unidades do interior. Inclusive os repasses do SUS serão feitos diretamente para as chamadas Organizações Sociais, além da contribuição obrigatória que cabe ao Estado, de 12% sobre esses valores. Tudo referente a recursos humanos, estrutura e materiais deixa de ser responsabilidade da Sesacre. Não haverá controle sobre os investimentos. O estado lava as mãos, definitivamente, diante de sua responsabilidade na gestão da saúde pública. Teremos, então, a implantação do regime trabalhista CLT, de 44 horas, com a transição dos servidores concursados para seletistas dentro de um modelo de gestão que trará, certamente, insegurança aos profissionais em saúde. É o fim dos PCCS e PCCR.

Para Adailton Cruz  hoje, no Brasil, esse modelo de gestão é um fracasso.Empresa privada visa lucro.E vão redimensionar ainda mais o quantitativo de funcionários, que já é reduzido, e devem aplicar um regime extremamente predatório com jornada puxada e salários menores. Sem falar nas demissões, que podem acontecer no momento que eles bem entenderem.

Adailton Cruz falou que, os irregulares, esses já começam a ser ameaçados seriamente. Podem ser desligados do serviço público a qualquer momento, pois não há qualquer segurança jurídica que os ampare. Além disso, se alguém for aproveitado, serão cabos eleitorais, seguramente, como condição para serem mantidos em seus empregos.

O presidente do Sintesac Adailton Cruz, o senhor Sebastião Viana se intitula o governador da saúde, e de repente faz uma coisa dessa. É uma ambiguidade sem tamanho. Ele pregava ser contra a desestatização e agora faz tudo ao contrário. O governador, aliás, alega que o repasse da saúde para as empresas privadas vai gerar economia, mas em nenhum momento isso foi mostrado como justificativa para a terceirização. A ideia dele é demitir mesmo, como fez com os provisório de forma radical e insana. Já não faz nada para salvar os contratados do Pró-Saúde. E agora está claro que a intenção, faltando um ano para as eleições, é formar um grande curral eleitoral.

Precisa que o povo do Acre acorde e reflita com a total destruição em que Sebastião vai deixar uma herança maldita  para o próximo governador, imaginem o gestor é um medico, está acabando a saúde assim, já pensou se o governador fosse um empresario do ramo da construção Civil..


Deixe o seu comentário:

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores.