Roraima: Telmário Mota chutou o balde e deixou o governo de Suely

Publicado em 9 de janeiro de 2016

telmario no partido

Promessa feita, promessa cumprida: o senador Telmário Mota (PDT) anunciou ontem que não integra mais a aliança política com o grupo da governadora Suely Campos.

Deixou clara a sua inimizade e oposição ao grupo governista. Chutou o literalmente o balde e sua ação intempestiva certamente respingará em muita gente que não concorda com a atitude nem com a excessiva vaidade de Telmário.

O coice no Governo desmancha também seu ciclo político, pois muitos aliados que ocupam cargos na administração estadual terão a obrigação de firmar posição, ou ficam e abraçam a aliança com Suely ou seguem Temário e pulam da nau governista.

Negaram-lhe a parte no bolo

Telmário foi áspero na primeira resposta: ‘eu não faço parte desse Governo de parentes, que não cumpre acordos’. Disse isso com uma aura de raiva como se algo lhe tivesse sido negado.

Óbvio que o pulo fora do barco não aconteceu por acaso. Essas argumentações que ele usou para fundamentar seu gesto são próprias de tem que comeu e não gostou ou que lhe sovinaram parte do bolo na administração da governadora Suely.

Não está aceitável deixar o Governo porque alguns parentes da governadora dão as cartas e porque dois estrangeiros ocuparam cargos de secretário.

Esperou um ano
O senador falastrão disse que esperou que fosse haver mudanças no governo Suely depois do primeiro ano do mandato. Mas como não sentiu mutações positivas, decidiu romper.

“Mas o governo dela está ‘fatiado e divido em ilhas’, governando com pessoas que não ouviram nossas propostas para o estado. Quando a governadora colocou familiares, eu questionei.

Ela disse ‘vamos reorganizar’. Então eu esperei. Acreditei que aquilo fosse provisório. O PDT é contra o nepotismo”, afirmou Telmario Mota.

Já na mesa de Telmário, ontem na sede do Partido, nenhum aliado de peso estava presente. Apenas assessores. O senador simplesmente ignorou seus parceiros mais relevados.

Não estavam na entrevista o deputado estadual Oleno Matos, vice-líder do Governo na Assembleia, nem o vereador Sandro Baré e muito menos o presidente do Partido Verde – PV – Rudson Leite, diretor da Codesaima, indicado na cota de Telmário. Oleno, aliás, ganhou um ultimato público de Telmário: ‘ou deixa o apoio ao Governo ou está convidado a sair do PDT’.

“Você não pode servir a dois senhores ao mesmo tempo. Ele foi eleito nos braços do PDT e não nos braços da Suely”, disse o senador. Para Oleno, diante do constrangimento, só resta deixar o PDT. Se não o fizer, certamente será expulso.

Fonte: Expedito Peronnico.


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