Juruá: 22 audiências de crime contra mulher são realizadas nesta semana

Publicado em 14 de março de 2015

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A Primeira Vara Criminal de Cruzeiro do Sul (AC) iniciou na última segunda-feira (09) a realização de audiências de processos de crimes contra mulher. Até esta quinta-feira (12) já foram cumpridos 22 julgamentos. A ação é desempenhada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e faz parte das atividades da Semana Nacional de combate à Violência contra mulher.

Ontem Sexta (13), aconteceu o julgamento do réu Paulo César de Oliveira, de 37 anos, suspeito de tentar matar a esposa asfixiada com um saco plástico contendo amoníaco. O crime ocorreu em setembro de 2014 no município de Marechal Thaumaturgo (AC).

“Estou presidindo esse julgamento de hoje, é um julgamento de conselho de sentença. Nós temos uma pauta semanal de júri durante o ano, e esse júri veio a calhar nesta semana que estamos no combate à violência contra mulher. Esse caso aconteceu em Marechal Thaumaturgo em setembro de 2014”, explicou a juíza “ Drª Adamárcia Marchado .

A vítima Maria Erizone Souza Pinheiro, de 32 anos, contou que convivia normalmente com o marido há 14 anos e até hoje não entende o motivo da ação criminosa.

“Eu fui tomar banho ao lado da minha casa, pois na minha não tinha banheiro. Quando eu voltei ele estava no quarto e perguntou se estava com dor de cabeça, e eu afirmando que estava ele apagou a luz, depois veio para fazer uma massagem, mas acabou colocando a sacola com o amoníaco”, lembrou a vítima emocionada.

A mulher contou que só conseguiu se livrar da violência do marido após chutar os testículos dele e pedir socorro ao filho. O promotor do caso, Dr° Washington Medeiros, explicou que o pedido do Ministério Público será pela condenação do acusado por tentativa de homicídio com qualificadoras, tendo em vista as o emprego de substancia venenosa e também devido a crueldade do meio utilizado como a asfixia.

“Infelizmente a violência doméstica contra mulher é recorrente, e faz parte de uma cultura de milhares de anos. Uma vez que as mulheres atualmente ocupam lugares no mercado de trabalho, e os homens que não estão preparados para isso acabam agindo com violência”, destacou o promotor.

Fonte: A tribuna


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