Esta talvez seja a melhor desculpa para trair seu parceiro

Publicado em 10 de Fevereiro de 2015

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A ciência oferece um modo que cai como uma luva para saber se alguém é fiel ou promíscuo: verificar o comprimento dos dedos.

As pessoas cujo dedo anular da mão direita é muito mais longo do que o indicador da mesma mão são mais propensas para a devassidão, de acordo com um estudo publicado hoje pela Universidade de Oxford na revista Biology Letters.

O comprimento dos dedos é definido antes do nascimento, influenciado pelo nível de hormônios sexuais a que os bebês são expostos no útero. Homens e mulheres com anulares mais longos provavelmente absorveram uma dose extra de testosterona, que é associada a um apetite por mais parceiros sexuais, disseram os pesquisadores. Aqueles com dedos mais uniformes são mais propensos a buscar relacionamentos de longo prazo, escreveu Rafael Wlodarski, pesquisador do departamento de Psicologia Experimental da universidade.

“Parece haver dois tipos de homens e dois tipos de mulheres”, disse Wlodarski. “Observamos o que parece ser um grupo de homens e um grupo de mulheres que se inclinam mais a ‘prender-se’ e outro grupo de homens e mulheres que tendem mais a ‘perder-se’ quando se trata de relacionamentos sexuais”.

A pesquisa utilizou a medida dos dedos de mais de 1.300 pessoas e enquetes com quase 600 voluntários no Reino Unido e nos EUA. Isso não quer dizer que seja possível responsabilizar exclusivamente a fisiologia das mãos por aquele caso ardente ou confiar no comprimento dos dedos para garantir um casamento estável. Embora as estatísticas obtidas através de questionários padronizados indiquem que há uma conexão entre a diferença de comprimento dos dedos e o comportamento, outros fatores podem mitigar esse impacto, de acordo com Wlodarski.

Homens promíscuos

“Praticamente, não existe ninguém que seja completamente promíscuo ou puramente monogâmico”, disse ele em entrevista por telefone. “Tudo o que somos é uma combinação entre a nossa genética e o ambiente em que vivemos. Há uma enorme margem de variação e essa variação depende de como fomos criados, das primeiras experiências de relacionamento, do desenvolvimento e de aspectos como o livre-arbítrio e a capacidade de tomar decisões de acordo com as próprias experiências”.

Cerca de 57 por cento dos homens que participaram do estudo tenderam mais para a promiscuidade do que para a monogamia. Embora a pesquisa insinue que o oposto aconteça entre as mulheres, essa parte do resultado não foi concludente.

Os pesquisadores agora estão tentando determinar se essas conclusões são válidas para as diversas etnias e culturas.


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