Argentina: Novo promotor mantém acusações contra Cristina Kirchner

Publicado em 16 de fevereiro de 2015

Gerardo Pollicita, que lidera as investigações no lugar de Alberto Nisman, levará adiante denúncias do promotor morto em janeiro.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante discurso no dia 22 de janeiro (Foto: Natacha Pisarenko/AP)

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante discurso no dia 22 de janeiro (Foto: Natacha Pisarenko/AP)

As investigações do promotor Alberto Nisman, morto em janeiro, levaram a uma acusação formal à presidente argentina Cristina Kirchner. Gerardo Pollicita, agora responsável pelas investigações sobre o atentado contra a um centro judaico em 1994, foi quem indiciou a presidente.

De acordo com o Clarín, as denúncias de Nisman, que afirmavam que Kirchner negociou com o governo iraniano o encobrimento dos responsáveis pelo atentado ao AMIA, serão levadas adiante. Ao lado da presidente, foram indiciados o ministro das relações exteriores, Héctor Timerman, o militante Luis D’Elia e o deputado Andrés Larroque.

O jornal argentino cita a resolução de Pollicita para a medida. Na nota, o promotor afirma que este passo “corresponderá seguir a investigação com o intuito de comprovar, com base nos elementos de condenação dispostos no artigo 193, a existência dos fatos e, consequentemente, se os mesmos podem acusar criminalmente seus responsáveis”.

Com isso, oficializa-se as denúncias levantadas por Nisman, mostrando que, para Pollicita, as argumentações do promotor falecido foram feitas com base em informações e provas sólidas.

O governo se adiantou ao anúncio de Pollicita e, na noite da quinta-feira (12), afirmou que irá apresentar uma queixa contra a denúncia de Nisman. “Não existe prova alguma, nem sequer de caráter ‘circunstancial’, que demonstra a existência de condutas atribuíveis à presidente da Nação ou a funcionários do governo nacional que podem se enquadrar em ‘atos criminosos’”, afirma o texto.


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