Travestis e trans de São Paulo receberão bolsa qualificação

Publicado em 19 de janeiro de 2015

Benefício será de um salário mínimo mensal. Além do dinheiro, também serão fornecidos hormônios femininos na rede básica de saúde.

Cara-de-palhaço

A prefeitura de São Paulo oferecerá uma bolsa para travestis e transexuais da capital paulista voltarem a estudar. A medida visa capacitar as transexuais e travestis, que sofrem discriminação no mercado de trabalho e muitas vezes têm de recorrer à prostituição.

Inicialmente, 100 beneficiárias receberão um salário mínimo mensal (R$ 788) e serão matriculadas em cursos técnicos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A medida é inédita no Brasil e na América do Sul.

Para receber o benefício, as travestis precisam comprovar presença nas aulas, e também deverão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A intenção é que, após dois anos no programa, as beneficiárias saiam formalmente empregadas.

Além do dinheiro, a prefeitura também fornecerá hormônios femininos para as travestis na rede básica de saúde.

O programa custará cerca de R$ 2 milhões em 2015 e poderá ser ampliado já no segundo semestre.

Números

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania estima que há pelo menos quatro mil transexuais e travestis vivendo em São Paulo.

Segundo o Relatório Sobre Violência Homofóbica 2012, elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), naquele ano foram registradas 195 denúncias de violações contra travestis, entre homicídios, violência física, violência sexual e discriminação.

Fonte:  Secretaria de Direitos Humanos


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