A pior legislatura de todos os tempos

Publicado em 7 de Janeiro de 2015

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Desde a sua constituição, na Roma antiga, que o parlamento se tornou algo emblemático, marcando a história da democracia e do regime republicano pelo mundo. A separação dos poderes, teoria política desenvolvida por Charles Montesquieu, no livro O Espírito das Leis, foi uma das principais contribuições para a moderação do poder do Estado, dividindo-o em três esferas, como conhecemos hoje.

As idéias iluministas, consolidadas pela Revolução Francesa, que também constituíram a base e a formação da política americana e das nações modernas, notabilizaram ainda mais a importância do parlamento.

Assim como a imprensa, considerada simbolicamente como o quarto poder, o Legislativo, em que pese todos os seus ‘pecados’ e distorções, teve e tem um papel fundamental para fincar as bases da democracia contemporânea e conter sanha do Executivo. Este, por sua natureza, é autocrático, tutelador e quase sempre corrupto.

A atual legislatura é a pior de todos os tempos. Para defender essa assertiva, não preciso me referir às verses e aos conteúdos de deputados como João Tezza, Said Filho, Luiz Saraiva, Maria das Vitórias, Sérgio Taboada, João Correia, Félix Bestene, Edmundo Pinto, Luiz Garcia e entre outros bons tribunos que passaram pela Aleac, mas ao caráter e à conduta dos atuais.

À exceção do deputado Major Rocha, os demais envergonham as cadeiras em que sentaram. Vejam os porquês: se auto-protegem como forma de blindagem, usufruem de todas as benesses (a maioria imoral) com o dinheiro público, mentem e fogem dos aliados e amigos que os fizeram chegar lá e são omissos com os debates e os reais problemas e desafios enfrentados pelo Acre e pelos acreanos.
Por falar em debate, alguns deputados cretinos propõem, amiúde, que se estabeleçam consensos em momentos de votação. Meus filhos, ‘tolinhos’, o próprio Regimento Interno da Casa foi concebido para garantir as diferenças. Sabem por quê? Porque a divergência e sua co-irmã, a democracia, são a essência e a alma do parlamento.

Outros, ‘ingênuos’, quando raramente fazem alguma crítica, querem embuti-la com soluções. Ora bolas, se vocês não fazem nem o papel de um deputado, querem dar pitacos em funções do Executivo! Então se candidatem a governador ou a prefeito? Ou, como é a vontade de alguns, afastem-se da Aleac e assumam cargos no Executivo.

Eu poderia enumerar dezenas de argumentos para dizer o tanto que os senhores são ruins. Infelizmente, este espaço é pequeno. Eu, como um simples jornalista, contribuo com o meu Estado e com a nossa gente bem mais do que vocês. Aos novos deputados que gostam de atacar jornalistas vai um recado: não pensem que vocês irão passar por essa nova legislatura incólumes.

Por: Jorge Natal

jorgenatalimprensa@gmail.com


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