Indígenas são detidos em Brasília a caminho de reunião com Ministro da Justiça. PEC215 poderá ser votada amanhã

Publicado em 16 de dezembro de 2014
Indígenas são proibidos de entrar na Câmara durante a tarde. Agressões da Polícia Legislativa contaram com empurrões e spray de pimenta. Foto: Myke Sena / Mídia NINJA

Indígenas são proibidos de entrar na Câmara durante a tarde. Agressões da Polícia Legislativa contaram com empurrões e spray de pimenta. Foto: Myke Sena / Mídia NINJA

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), deverá decidir, até amanhã de manhã, se aceita ou não a questão de ordem encaminhada pelos ruralistas para realizar uma nova reunião da Comissão Especial da PEC 215, à revelia do presidente da Comissão, Afonso Florence (PT-BA).

Não se sabe quando o presidente poderá analisar o pedido dos ruralistas e não está descartada a hipótese dele aceitar a questão de ordem ainda nesta terça. Um grupo de parlamentares aliados do movimento indígena está tentando marcar um novo encontro com Alves para pedir que ele não acate o pedido. Enquanto isso, está marcada também uma reunião das lideranças indígenas com o Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo. Elas também irão pedir que o ministro converse com Alves para que ele não permita a reunião.

Os ruralistas correm contra o tempo: Se não aprovarem a PEC 215 até o fim da legislatura atual, o projeto será arquivado.

Um grupo de quatro indígenas, entre eles David Guarani e representante Pataxó e Terena estavam a caminho da reunião com o Ministro da Justiça, mas foram detidos e levados para 5ª Delegacia de Polícia, de acordo com testemunhas. Outros continuam mobilizados dentro e fora do Congresso na expectativa de um novo golpe dos ruralistas para votar a PEC, que pretende transferir para o Congresso mais conservador desde 1964 a atribuição de oficializar Terras Indígenas, Unidades de Conservação e territórios quilombolas.

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