Gritos e arranhões de vítimas davam prazer, diz suposto serial killer da baixada Fluminense a matar

Publicado em 13 de dezembro de 2014

Primeiro assassinato teria sido aos 17 anos; em nove anos, teriam sido 43 mortes

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De aparência e voz tranquilas, Sailson José das Graças, morador de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, não despertaria suspeita à primeira vista. Mas, nesta quarta-feira (10), o rapaz de 26 anos confessou o assassinato de ao menos 43 pessoas. Entre as vítimas, 39 mulheres, três homens e uma criança. A polícia investiga os assassinatos — ao menos sete haviam sido confirmados até a noite de quinta-feira (11).

O assassinato da criança de dois anos teria sido o único arrependimento do suspeito. Ele afirma que se viu obrigado a matar a criança quando ela chorou ao ver a mãe ser assassinada. Sailson disse à polícia que cometeu o primeiro assassinato aos 17 anos. Ele afirma não ter arrependimentos pelos crimes supostamente cometidos e ameaça.

Não volto atrás, não tenho arrependimento. Se eu sair daqui 10, 15 ou 20 anos, vou fazer a mesma coisa.

As vítimas escolhidas não eram muito magras ou negras, porque lembravam as mulheres da própria família, que também mora em Nova Iguaçu. Na delegacia, Sailson afirmou para uma das policiais que não a mataria porque ela é “muito magra”.

O suspeito tem uma ex-mulher e um filho, que a polícia ainda não localizou. Nas redes sociais, o jovem não fazia publicações, não tinha foto com familiares e somente uma com amigos. Entre os filmes preferidos, estão os de terror ou que levam a palavra “morte” no título. Entre as preferências musicais, uma cantora polonesa de pop.

A última vítima de Sailson, Fátima, de 62 anos, foi morta a facadas, assim como os homens. As outras 38 mulheres foram asfixiadas. Segundo o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), Sailson só utilizava facas quando a morte era encomendada. Quando matava por prazer, o suspeito enforcava as vítimas e gostava de vê-las com os olhos abertos. Os crimes que teriam sido cometidos por Sailson eram planejados com até um mês de antecedência, e as vítimas não eram escolhidas em um lugar específico.

Se a visse (a vítima) na padaria ou na banca do jornal, eu parava perto, me aproximava, comprava alguma coisa e seguia até a casa dela.

Em troca dos assassinatos que cometia para Cleusa Balbina e José Messias, presos com ele na terça-feira (11) por suspeita de matar Fátima a facadas, Sailson ganhava abrigo, roupas e comida. Os três moravam juntos em uma pequena casa em Nova Iguaçu. Ao sair para cometer os crimes, o suspeito afirmava que ia “caçar”. Para Medina, é mais uma comprovação da falta de remorso.

Ele demonstra um total desprezo com a vida humana e não se importa com valores morais.

Sailson afirmou sentir mais prazer quando as vítimas “gritavam, se debatiam e se arranhavam”. Ele buscava se livrar da responsabilidade do crime fazendo a limpeza do local.

Eu sempre tento cometer o crime perfeito.

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Sailson teria deixado uma sobrevivente. Uma suposta vítima foi à DHBF nesta quinta-feira e disse que sobreviveu a 12 facadas. Cintia Ramos Messias, de 21 anos, afirmou que só sobreviveu porque Sailson acreditou que ela estivesse morta. O crime aconteceu em 8 de setembro, quando a mulher, por volta das 5h30, ia para o trabalho em Nova Iguaçu. Ela descreveu o criminoso como um homem alto, negro e de capuz.

Pelos assassinatos, Sailson conseguiu se manter livre da prisão por nove anos, mas ele já foi preso duas vezes por roubo e furto. Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), o suspeito foi preso pela primeira vez em 4 de abril de 2008 e solto em 5 de fevereiro de 2010. Um mês depois, no dia 9 de março, Sailson retornou ao sistema penitenciário e foi libertado novamente em 7 de novembro de 2012.

O psiquiatra forense Guido Palomba afirma que, apesar da confissão de Sailson, é cedo para dizer se tratar de um serial killer ou de um assassino de aluguel “glamourizando” os crimes. Agir por encomenda em troca de comida é uma das características a serem observadas.

Não é típico [agir em conjunto], os matadores em série clássicos sempre agem sozinhos. Eles não têm motivação, é o prazer de matar.

Assista ao vídeo:

 

Fonte: R7


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