Cerca de 20% da população acreana vive em situação de extrema pobreza

Publicado em 19 de dezembro de 2014

Por: Jorge Natal

No governo Sebastião Viana, com todos avanços essa é a realidade.

No governo Sebastião Viana, com todos avanços essa é a realidade.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e desmistifica a máxima de que houve uma melhora substancial na qualidade de vida dos acreanos. Segundo o governo, cerca de 450 mil foram beneficiadas com os programas de transferência de renda. O Acre tem 133.410 habitantes em situação de extrema pobreza, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual abrange quase 20% da população.

O estado era o sexto com maior miséria no país. Passados quatro anos, o governo de Tião Viana (PT) garante que retirou 33 mil famílias da linha de pobreza, mas dados do MDS apontam que a taxa de crescimento de famílias inseridas no Programa Bolsa Família (PBF) aumenta 11,9% a cada ano, enquanto que o aumento da população em média foi de 2,7% ano. Desde que foi criado, na gestão do ex-governador Jorge Viana, mais de 44,3 mil famílias foram inseridas no PBF.
Atualmente 132,5 mil famílias estão inseridas no CADúnico. Dessas, mais de 68,5 mil sobrevivem com renda per capita familiar de até R$ 70. O número ultrapassa 93 mil quando a renda é até R$ 140 e 109 mil famílias vivem com renda de até meio salário mínimo. Em todo o Estado 73.124 recebem PBF.

O Índice de Desenvolvimento Humano o (IDH) no Acre permanece inalterado por três décadas. Vejam o ranking entre estados brasileiros: em 1991, o Acre foi o 21º primeiro colocado. No ano 2000, o Estado repetiu o desempenho quando comparado aos demais estados da federação: 21º lugar em desenvolvimento humano, superando apenas Maranhão, Piauí, Tocantins, Alagoas, Paraíba e Bahia.

Os dados relativos de 2010 são idênticos às duas primeiras décadas. Entramos na primeira década do século XXI novamente em 21º lugar em IDH, entre os estados da federação. O IDH é um índice composto de três dimensões: renda, longevidade e educação. Analisando esses dados, podemos perceber que estamos longe de viver no melhor lugar da Amazônia.


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