As pontes de Madison

Publicado em 16 de dezembro de 2014

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As pontes de Madison”,originalmente,“The bridges of Madison County” é um livro de Robert James Waller publicado em 1992.Uma adaptação cinematográfica do livro foi dirigida por Clint Eastwood, em 1995.

O filme foi produzido e dirigido por Clint Eastwood, com Kathleen Kennedy como coprodutora e o roteiro foi adaptado por Richard LaGravenese, do livro homônimo de Robert James Waller publicado em 1992. Estrelado por Eastwood e Meryl Streep, que recebeu uma nomeação ao Oscar de Melhor Atriz, no Oscar 1996, por sua atuação no filme.

Conta a história de uma mulher casada (Francesca) que se envolve com um fotógrafo da revista NationalGeographic que vai a Madison, em Iowa, captar imagens das famosas pontes.

A história é contada em flashbacks. Após a morte de Francesca (Meryl Streep), seus filhos descobrem um manuscrito que revela essa passagem de sua vida. O filme passa-se em 1965 quando Francesca, uma solitária dona de casa italiana residente no Iowa, que tinha se casado com um soldado americano e emigrado para os Estados Unidos.

Enquanto o seu marido e filhos se encontram fora, participando de uma feira do Estado de Illinois, conhece e enamora-se de um fotógrafo, Robert Kincaid, (Clint Eastwood), que chegou ao condado para realizar una série fotográfica sobre as pontes cobertas.

Os quatro dias que passam juntos são para ela uma viagem fundamental na sua vida pela relação extramatrimonial que mantém com Robert, história que escreve no seu diário.Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de cartas que a mãe deixou, do forte envolvimento que ela teve com um fotógrafo (Clint Eastwood) da NationalGeographic, quando a família se ausentou de casa por quatro dias. Estas revelações fazem os filhos questionarem seus próprios casamentos.

Clint East Wood ficou famoso pelos seus papéis típicos em filmes de ação como um cara durão e anti-herói, conhecido principalmente pelos filmes western spaghetti dos anos 60, ou interpretando o Inspetor ‘Dirty’ Harry Callahan na série de filmes Dirty Harry, das décadas de 1970 e 1980. Todos de qualidade discutível.Já como diretor, seus filmes têm sido criticados positivamente. Ganhou quatro vezes o Oscar, duas cada como Melhor Diretor e de Melhor Filmee foi homenageado em 1995, recebendo o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg em reconhecimento à sua longa carreira no cinema, pois é o único ator da história do cinema a estrelar em filmes considerados de “grande sucesso” por cinco décadas consecutivas. Eastwood é um audiófilo (gosta de ouvir música), conhecido pelo seu amor pelo jazz.

Ela uma dona de casa com marido e dois filhos adolescentes, com uma filha que não a permite sequer escutar suas músicas, que muda a estação do rádio como se ela (Francesca) nem existisse, mas uma mulher intensa, que adora o mundo. O filho que fica indignado por a mãe possa ter feito sexo com Robert, como se ela não pudesse sentir desejos.Ela vê em Robert a pessoa que ela quisera ser, livre e sem amarras, descobrindo novas paisagens e novas experiências.

Ele um fotógrafo que viaja pelo mundo em busca de fotos para a revista em que trabalha.As chamas de uma paixão nascem da admiração.O amor não se sustenta sem admiração mútua.Ele viu nela uma mulher forte, linda, sensual, companheira, cúmplice, mas, frustrada pela escolha que fizera na vida.
Ela representava para ele, a simplicidade, o amor sem máscaras e com toda a sutileza da situação do lugar.Ela tinha a mesma beleza que ele vira nas pontes cobertas, pontes pela muitas pessoas passavam sem se dar conta de sua beleza.

No ultimo dia juntos, o diálogo entre os protagonistas é dos mais emocionantes pela delicadeza da situação e pelo modo como ela se expõe: “Ninguém entende que quando uma mulher resolve casar e ter filhos, por um lado sua vida se inicia por outro termina. Ela constrói uma vida de detalhes e simplesmente para, fica imóvel para que seus filhos se movimentem. E quando se vão, levam sua vida de detalhes com eles. Espera-se que você retome sua vida.”
Por seu lado, Robert diz:”É por isso que estou neste planeta, neste momento, Francesca.Não é para viajar nem para tirar fotografias, mas para te amar. Agora sei.Quando penso em por que fotografo, a única razão que me vem à mente é que passei minha vida tentando chegar aqui.Tenho a impressão de que tudo que fiz até hoje foi para chegar até você.”

Francesca estava na meia idade, mas tinha sonhos que não tinha vivido ainda. Ele, experiente, sentia a vida em todo o seu contexto, por isto era sensível e estava pronto pra alguém que o quisesse assim. Ela precisava ser ouvida, ser percebida. Ele precisava ser amado.

Outro ponto simbolicamente significativo do filme é a ponte, o que liga uma margem a outra, um rio é como nossa vida, significa juntar o que está separado.Juntar as duas margens, é estar pronta para viver o amor, a paixão, a entrega.Amar é conhecer o outro e conhecer a si mesmono outro.Robert fala de uma cidade na Itália que ele havia gostado tanto que havia parado o trem pra poder conhecê-la melhor. Era a cidade natal de Francesca.Como um homem pode ser sensível assim a ponto de sair de um trem que já tem sua rota predeterminada pra “apenas” conhecer uma cidade?

Um filme com uma linda história de amor. Entretanto, muito mais do que um amor entre um casal maduro que só esteve junto por poucos dias, mas se amou pela vida toda, é a história de amor de uma mãe e esposa, pois retrata uma vivência amorosa que é sublimada em função da família e dos preconceitos da época, 1965. Belíssimo.

O ator, Clint Eastwood eu acho meio canastrão, mas está muito bem neste filme. A atriz, Meryl Streep está maravilhosa, alternando entre recatada e audaciosa, com uma sensualidade surpreendente.No final do diário,Francesca resume seu amor por Robert dizendo:”Em quatro dias, ele deu-me uma vida inteira, um universo, e deu consistência a todo o meu ser, nunca deixei de pensar nele, nem por um momento.”

Veja um pouco do filme

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Adson Prado Morais
Paraguaçu, dezembro de 2014


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