Vazamento de fossa do hospital de Feijó coloca em risco pacientes e trabalhadores

Publicado em 6 de Fevereiro de 2014

 Freud Antunes  freudantunes@gmail.com

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Os diretores do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) visitaram o Hospital Geral de Feijó no sábado e verificaram que a fossa do hospital está estourada há anos e o vazamento de todo o material resultou em uma aparente contaminação de todo o solo, incluindo o espaço em que está sendo construindo a nova maternidade. O caso será denunciado ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Ministério Público Estadual (MPE), Conselho Regional de Medicina (CRM) e Vigilância Sanitária Estadual.

De acordo com o presidente do Sindmed, José Ribamar Costa, o cheiro de esgoto pode ser sentido pelo corredor e do lado de trás do prédio, onde ficam as caixas coletoras. No local, também é possível notar que o encanamento está quebrado, deixando extravasar parte dos dejetos que deveriam ser depositados na fossa.

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A aparente contaminação deixou o solo com uma aparência mais escuro e encharcado, problema que parece estar sendo ignorado pelo governo do Estado que no ano passado decidiu apenas aterrar um buraco aberto com o vazamento do material fecal.

O material que escorre do encanamento já afetou as paredes que também apresentam infiltrações na parte próxima ao vazamento.

“O caso é grave e exige solução imediata para a resolução desse problema. Se nada for feito o hospital poderá ser interditado, porque a instituição necessita de uma reforma para evitar que servidores e pacientes sejam vítimas dessa contaminação”, afirmou José Ribamar Costa.

Os diretores do Sindmed ainda flagraram que uma enfermaria foi desativada e está servindo apenas para guardar material considerado sucata, produtos que teriam sido doados por um hospital paulista, mas que nunca foram utilizados por estarem danificados.

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“O hospital ainda apresenta pisos quebrados, completando o cenário de abandono do serviço público de saúde, denotando a necessidade de mais investimento”, destacou Ribamar.


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