Querem criar um factoide com o retorno de Fernando Mel ao seu aconchego

Publicado em 10 de janeiro de 2014

Escrito por: Alércio Dias

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Bom dia, a todos!

Nos últimos dias, numa masturbação sem cópula, estão tentando gerar um ser sem cabeça, tronco e membros, nascido de um factoide menor – o retorno de Fernando Melo ao seu aconchego – ousando criar um clima de terrível terrorismo jamais visto no seio dos oposicionistas (será?) que gritam em coro, um monte de bobagens, como: essa oposição não se entende; alguns estão a serviço do PT; vai perder novamente; não são capazes de sair com candidatura única, entre outros impropérios

Primeiro, é preciso que se leve em conta que na oposição estão vários partidos: PSD –DEM-PSDB-PV-PMDB-PRTB e possivelmente o PTC da Dep. Antônia Lúcia; É natural que cada um deles defenda as suas teses e lutem para impôr as suas preferências – alguns acham mais vantajosa a eleição em dois turnos, outros, num turno só, mas não querem abrir mão do seu nome preferido; há quem jogue todas as fichas no majoritário e também aqueles que, ao contrário, querem eleger uma boa bancada; alguns acham que o mais importante, no momento, é a discussão das propostas que desejam ver incorporadas no plano de governo e aplicadas na gestão do governante que elegerão dos seus quadros, ou ajudarão a eleger na coligação.

E por acaso, tudo isso não é legítimo? Não precisa ser levado muito a sério num processo que deve ser presidido por rigoroso respeito à democracia?, pois que se discuta à exaustão! o que faz da tarefa praticamente um jogo de xadrez. Afinal, temos tempo: estamos há 9 meses da eleição e a campanha da viagem é quem acomoda tudo isso. Não tentem simplificar o que não é simples. É preciso uma grande obra de engenharia política, que se faz com muita competência e desprendimento. Construir a unidade na divergência é tarefa para pessoas pacientes, inteligentes e corajosas.

O que é fundamental, aí sim, é que as pessoas, ou os grupos que formam a oposição usem as suas massas cinzentas para não dinamitar as pontes que estão no caminho da volta: o segundo turno.

Vejam como todo esse terrorismo não passa de “missa encomendada” – a FPA, com o caixa e a caneta na mão, uma aliança que já dura duas décadas, está brigando mais do que o pessoal do oriente médio, faz um governo corrupto e medíocre e ainda assim canta mais alto do que a galinha após botar o ovo, anunciando que vai ganhar. Eles e o conjunto dos seus áulicos.

Não acredito. Estou dentro do processo e tenho outra visão, que considero bastante realista: por tudo o que o PT não fez, ou fez errado, humilhando e largando o povo ao relento, os eleitores acreanos não os perdoará, impondo-lhes uma acachapante derrota em outubro.


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