Câncer de colo do útero mata 40% das vítimas no HC do Acre

Publicado em 27 de janeiro de 2014

Da Redação FOLHA DO JURUÁ

‘80% já chegam em estágio avançado da doença’, diz médico. Acre está entre os três com maior taxa de mortalidade em razão da doença.

Cancer Acre

A taxa de mortalidade em decorrência do câncer do colo do útero no Acre está entre as três mais altas do país, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer. A cada 100 mil mulheres, 10,9 morrem por causa da doença. O Hospital do Câncer (Unacon) do estado recebe todos os anos de 80 a 90 novos casos e destes, 40% resultam em óbito, segundo a direção.

Em 2013, das 87 mulheres que deram entrada no Unacon para tratamento do câncer do colo do útero, 32 não resistiram. “Se for levado em consideração o estágio em que as pacientes chegam, a taxa de mortalidade não é tão grande”, explica o diretor clínico do Hospital, o médico oncologista Antônio Carlos Vendette.

“Pelo menos 80% já chegam em um estágio avançado da doença. Os tumores são maiores que 5cm no colo do útero, o que é considerado bastante grande. Neste caso, a chance de cura é de aproximadamente 30%. Este fator deve ser levado em consideração muito mais do que a taxa de mortalidade”, ressalta Vendette, alertando para a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura.

O perfil mais comum, segundo o médico, são de adultas jovens, e não idosas. A grande maioria está entre os 30 e 40 anos. “São mulheres que ainda estão em idade fértil, mães que têm filhos pequenos, economicamente ativas. Então é um transtorno muito grande, inclusive psicológico. A maior parte delas são abandonadas pelos parceiros”.

Segundo o Inca, na região Norte, a incidência da doença é maior do que nas outras regiões do Brasil. Nela, o câncer de colo do útero é o que mais acomete mulheres, vindo antes do câncer de mama, diferente do resto do país. “Isso tem referência com os hábitos de vida, com o início precoce da vida sexual, o grande número de parceiros sexuais durante a vida e a falta de cobertura de preventivo devido a acessibilidade de ribeirinhos, entre outros fatores”, acredita o oncologista Antônio Vedetti.

Fonte:  g1


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