SEM CHORO, NEM VELA

Publicado em 22 de dezembro de 2013

Guilhotina

Deixa ver se consigo explicar de forma bem simples o calote que o governo está aplicando em seu fornecedores neste final de ano.

Sem recursos, e para não deixar as obrigações em ” restos a pagar” em 2014, livrando-se dessa forma da rigorosidade da lei de Responsabilidade Fiscal, o governo do povo do Acre está procedendo a anulação dos empenhos classificados da fonte 100, ou seja, aqueles, cujos pagamentos deveriam ser sanados com recursos de receitas próprias.

Apenas um seleto grupo de ” chegados” está driblando a crise petista, livrando-se da guilhotina, respirando aliviado e recebendo a “bufunfa”.

No caso dos bens e serviços adquiridos com recursos de oriundos de Convênios celebrados com o governo federal, embora a grana esteja ouvindo a conversa no Banco do Brasil, o governo também enfrenta sérios problemas, pois não tem “la plata” em recursos próprios para atender a parcela relativa à contrapartida obrigatória.

Como o nome, por si, já explica “contrapartida” é a parcela que o governo é obrigado a investir no total de determinado convênio.

Com a verba escassa, neste caso, também, apenas os apadrinhados estão recebendo seus créditos e os “pagões”, o pecado de ver seus empenhos anulados.

Nesse vai e vem caloteiro, os fornecedores, com a corda no pescoço, são obrigados a se acovardar bem caladinhos sob pena de retaliações e, sem outra saída para arranjar dinheiro para pagar as contas, vão derramar suas lágrimas para os gerente dos bancos em busca de empréstimos.

Se não me entenderam, minhas desculpas!

Escrito por Luiz Calixto


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