Empresários Acreanos estão na lista negra do trabalho escravo

Publicado em 25 de outubro de 2017
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Dois empresários acreanos e uma propriedade situada na estrada de Boca do Acre estão listados na relação do Cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores à condição análoga a escravo do Ministério do Trabalho, O governo federal barrou a divulgação oficial da relação que foi feita amparada na Portaria Interministerial nº 4, de 11 de maio de 2016 e flexibilizou as regras para o enquadramento de proprietários e empregadores em atividades de trabalho escravo, decisão bastante criticada e que vem sendo alvo de contestação.

Entretanto, a mídia divulgou a relação não autorizada pelo governo em vários portais. Aparece na relação que tem 132 nomes, dois fazendeiros do Acre e um de Boca do Acre. São eles Amândio Celestino Cogo, da Fazenda Perseverança, sitiada no ramal Jorge Kalume, km 16, zona rural de Rio Branco, autuado por três trabalhadores escravizados, cujo processo ficou concluso 28 de julho de 2015; Felipe Joel Varas Pinheiro, proprietário da Fazenda Estância Guanabara, situada na estrada AC-90 km 8, em Rio Branco, autuado por reduzir à condição análogo a à de escravo 15 trabalhadores, em processo finalizado em 18/08/2015.

A lista suja da região é complementada por José Milton Onofre dos Santos, dono Fazenda Pau D’Alho, situada no ramal do Ouro, km 58, comunidade de Morada Nova, em Boca do Acre, Amazonas, processo terminado em 25 de maio de 2017, referente a dois trabalhadores.

Oficialmente, pela legislação revogada pelo presidente Temer a pedido da Bancada ruralista, os três proprietários estão sem pendência com a justiça, mas a decisão pode ser revogada a qualquer momento. A Procuradora de Justiça, Raquel Dodge pediu a anulação da portaria, assim como entraram com processo similar o PDT e a REDE.

Veja lista com os nomes

 


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