Delegado pede prisão preventiva de advogada de garota estuprada por 33

Publicado em 30 de maio de 2016

Em 2014, Eloisa Samy chegou a tentar asilo no Uruguai após acusação de ser black bloc.

advogada acusada de ser black-bloc

A advogada Eloisa Samy, que hoje defende uma menina de estupro coletivo no Rio de Janeiro, já tinha ganho enorme status na mídia em 2014, quando foi acusada de participar do movimento dos ‘Black Blocs’. Naquele ano, protestos violentos atingiram a cidade maravilhosa. Para evitar a prisão, solicitada pelo delegado Alessandro Thiers, delegado-titular da Delegacia de Repressão a Crimes da Informática (DRCI), Advogada chegou a pedir asilo no consulado do Uruguai, localizado no bairro de Botafogo. No dia 21 de julho de 2014, Eloisa Samy confirmou ao G1 o pedido de asilo.

De acordo com ela, o objetivo era poder se defender em liberdade. Ela e outras 22 pessoas chegaram a ser consideradas foragidas da justiça e ainda respondem a um processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ – RJ). Os ‘Black Blocs’ ficaram conhecidos dois antes antes deste episódio, quando em 2012, protestos em todo o país contra o aumento da passagem dos transportes públicos viraram um grande fenômeno. Os protestos fizeram o preço da passagem retornar ao valor anterior, caindo R$ 0,20.

Dois anos depois o ‘Reencontro’

Dois anos depois, Eloisa Samy e o mesmo delegado que pediu sua prisão, precisam conviver por conta de um caso, o da menina estuprada. Neste sábado, 28, ela pediu a saída do delegado Alessandro Thiers do caso que chocou o país. De acordo com Eloisa, Alessandro foi muito machista durante os depoimentos, perguntando, por exemplo, para a menina se ela já havia realizado sexo em grupo antes. A advogada também não gostou da sua cliente e de outros dois suspeitos terem dividido o mesmo espaço.

Em nota, a Polícia Civil disse que faz uma apuração imparcial do caso e que solicitou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para fazer uma observação dos trabalhos sobre a investigação do estupro. Um operação com 70 homens ajudou os investigadores a entrarem no local onde ocorreu o crime coletivo. Objetos e roupas foram tirados do local. Um homem suspeito de estuprar a menor de idade foi detido. Ele nega participação no crime.


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