O fracasso do governo e da roubalheira nas estatais vai deixando a presidente Dilma mais isolada

Publicado em 21 de abril de 2016

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O poder das palavras

O discurso reiterado da mentira como justificativa do fracasso do governo e da roubalheira nas estatais vai deixando a presidente Dilma mais isolada. A cada dia, a presidente vai ficando menor. Já a arrogância continua do mesmo tamanho. E ela ainda pode cair na malha da Lava-Jato. Pena. As palavras têm poder – para o bem e para o mal.

Que fase!

Em entrevista a correspondentes estrangeiros, ontem, no Palácio do Planalto, a ainda presidente Dilma Rousseff reclamou de deputados que, na sessão do impeachment, disseram que a perda de empregos já bate nos 10 milhões. “Atribuem a mim a crise e agora a perda de 10 milhões de empregos. Não foi bem assim. Temos uma perda de empregos que não tem esse montante, mas cerca de 2,4 milhões”, disse. Um dia depois do discurso de Dilma, o IBGE divulgou a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) Mensal, com o trimestre encerrado em fevereiro, em relação à questão do emprego. E qual não foi a surpresa com o resultado: o IBGE diz que a população desocupada totalizou 10,4 milhões no período, com a taxa de desemprego chegando a 10,2%, a pior da série iniciada em 2012. Será que a “presidenta” repetirá as mesmas mentiras em Nova York?

Dor de cotovelo do PT

Essa é para matar petistas e esquerdistas de inveja. Raúl Castro foi reeleito para um novo mandato de cinco anos como líder do Partido Comunista, que na prática representa o chefe de governo da ilha. O irmão de Fidel, que completará 85 anos em junho, em tese, ficará no poder até 2021 (está no cargo desde 2008). Esse era o sonho dourado do PT: se tornar um partido único, com seu líder sendo guindado ao comando do país mandato após mandato. Mas por aqui, esse sonho vermelho jamais passará.

Mentira tem perna curta

Acusado por Dilma de querer acabar com os programas sociais caso assuma o governo, como será, após o Senado ratificar a decisão da Câmara, Michel Temer vai convidar o economista Ricardo Barros, que ajudou o governo Lula a dar a amplitude que o Bolsa Família (ex-Bolsa Escola) adquiriu, a “formular um conjunto de propostas para a área” social (“O Globo”). Com isso, Temer desconstruirá mais uma das mentiras que o PT tenta, pela repetição, fazer passar como verdade. O socialismo, hoje usando posando de democrata, é o regime da mentira, da empulhação.

A mania de sempre

Com cara de quem chorou, mas procurando demonstrar serenidade, a presidente Dilma convocou pronunciamento disfarçado de entrevista (relâmpago) para um horário que evitasse o ribombar ensurdecedor das panelas. O corolário foi o mesmo de sempre: injustiça, traição, democracia (que eles nem sabem o que é), golpes etc. E como boa petista que é, ela faltou mais uma vez com a verdade, ao dizer que a crise é resultado da aprovação de pautas-bombas (todas desarmadas, ou pelo Senado ou pelo próprio veto presidencial). O PT é mesmo o partido da mentira.

Porta aberta

O fim da reeleição para os cargos executivos (presidente, governadores e prefeitos) voltará à baila no Senado assim que o vice Michel Temer assumir o governo. Questionado sobre se cumpriria o acordo fechado com senadores para o fim do sistema aprovado no governo Fernando Henrique, em 1997, Michel não só confirmou que cumprirá a promessa como abriu uma porta pela qual poderá passar um rol de medidas que o País tanto precisa, isto é, na medida do possível, já que seu governo será de transição e menor: “Quero governar para a História, o destino já foi generoso comigo.”

Da Redação Folha do Juruá

 


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