Brasil: O inicio Imprensa de “Rabo Preso”

Publicado em 24 de abril de 2016

Em 2004 estes flagra do Lula comprando a mídia utilizando empréstimos do BNDES, a pretexto de fortalecer a imprensa democrática.

IMPRENSA RABO PRESO  PT

Leia com atenção que já no inicio do governo Lula a corrupção começou ter força, chegando ao ponto de quebrar o país no desgoverno Dilma. A corrupção no Brasil é um problema Cultural e Social, que nasceu no descobrimento do Brasil com a chegada de ladroes e criminosos, ela é bem antiga não é só nos dias de hoje, apenas no governo Lula e Dilma ela só teve um avanço avassalador.

Ocorre no Congresso Nacional um jogo de pressão e contrapressão da maior importância. Trata-se da abertura da farta linha de crédito específica para o setor de comunicação (leia-se jornais da grande imprensa do eixo Rio-São Paulo e algumas emissoras de TV), na ordem de R$10 bilhões, com recursos provenientes do BNDES. Segundo o noticiário, o grosso dos recursos do financiamento seria destinado à restauração de dívidas das empresas e/ou aos investimentos em tecnologia e produção.

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, economista brasileiro ligado à “Musa do Cruzado”, a portuguesa Maria da Conceição Tavares, figura no mínimo abusada, deixa transparecer abertamente que é a favor da transação, mas diante da crise de credibilidade que acomete muito justamente o governo Lula, procura demonstrar isenção: “Nós já levamos a nossa posição e creio que isto será objeto de uma discussão bastante ampla na sociedade. Será um debate em que o Congresso Nacional, os partidos políticos, os colunistas e os formadores de opinião darão suas impressões sobre o tema.”

Mas ele próprio, Lessa, na ânsia de encaminhar o negócio, compareceu a um encontro com deputados do Nordeste na Câmara dos Deputados, em Brasília, para vender o colossal peixe: “Tanto para a democracia, quanto para a civilização, uma sociedade nacional tem que ter uma indústria de comunicação forte. Se a indústria de comunicação estiver abalada, como aparentemente está, cabe fortalecê-la. Mas o setor tem que ser fortalecido de uma maneira equilibrada, equânime e é preciso garantir que não tenhamos qualquer interferência na construção da controvérsia e dos conteúdos.”

É aí que a porca torce o rabo e o trololó de Lessa esboroa numa nuvem de poeira tóxica. Em primeiro lugar, porque é pouco provável que a sociedade tenha condições de entrar no debate, ainda que parte substancial do que forma o capital do BNDES venha do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT). Em segundo lugar, porque os principais atores da negociação estão discordes entre si: enquanto a TV Globo e Bandeirantes querem o grosso do crédito para liquidar dívidas contraídas em negócios passados, a Record, a Rede TV e a SBT discordam que se enterre o dinheiro público no pagamento de dívidas que não criam empregos e a ampliação do mercado de trabalho.

De fato, na cessão da linha de crédito, parcela considerável dos recursos seria cedida às Organizações Globo (sempre útil ao governo) para saudar débitos com bancos internacionais, segundo o Jornal do Brasil, na ordem de US$ dois bilhões. Os opositores dos interesses das Organizações Globo protestam que a emissora chegou a tal situação pelo fomento de uma política de “dumping” — por exemplo, com a aquisição de programas que simplesmente não usava nem permitia usar, atingindo, pelo boicote, a livre competição.

0 BNDES, cujo ativo se aproxima da casa dos R$115 bilhões, é o maior banco de fomento da América Latina. Sem o “s” no final da sigla, foi criado em 1952, no governo Vargas, como órgão voltado para fornecer a contrapartida, em cruzeiros, dos financiamentos externos obtidos para os projetos da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos (CMBEU, uma espécie de plano Marshall caboclo), destinados a obras de infraestrutura nos setores de serviços de energia e transportes. Os seus recursos são os mais cobiçados do mundo, pois são empréstimos de juros baixos e de muito longo prazo.

Grande parte da pressão inflacionária que torna a vida do brasileiro uma permanente infelicidade vem do excesso dos déficits previdenciários (acima de R$ 26 bilhões), das insolventes e crescentes renúncias fiscais (mais de R$ 15 bilhões anuais), sem falar nos R$ 220 bilhões devidos e nunca recebidos nas diversas agências financeiras oficiais, dentre elas o BNDES. 0 brasileirinho da “quentinha” e da fila do ônibus talvez não tenha consciência, mas é ele quem paga o “furo” do alarmante buraco negro financeiro.

A partir de retrospecto histórico, assinale-se que o governo, ao tentar cooptar a grande mídia com empréstimos faraônicos, labora em arma de dois gumes. Mino Carta, ex-editor da Veja, diz que o “leninista” Golbery financiou no período revolucionário o Grupo Abril com empréstimo especial de US$ 50 milhões, para resultados editoriais e políticos considerados, posteriormente, insatisfatórios. E a trágica queda de Vargas, em 1954, começou quando Chateaubriand (Diários Associados) e Roberto Marinho (0 Globo) abriram câmeras e microfones para Carlos Lacerda (Tribuna da Imprensa) denunciar o milionário contrato de financiamento de compra de papel, por vinte anos, feito a preço de banana Gelo Banco do Brasil à Última Hora de Samuel Wainer, culminando tudo  no “mar de lama” do Catete com um tiro no peito.

Da Redação


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