Estresse pode causar aborto espontâneo. Saiba mais sobre o assunto!

Publicado em 7 de setembro de 2015

aborto

Qual faixa etária e perfil de mulher são mais propícios a ter aborto espontâneo? Para o ginecologista Domingos Mantelli, a mulher que é muito nova e aquela que já tem mais idade estão propensas a ter um aborto. “Com relação à constituição do corpo, as gordinhas podem sofrer mais por estarem mais propensas a doenças como diabetes. Já nas magrinhas, o problema é a desnutrição”, afirma.

Recentemente, Amurri Martino, que é filha da atriz Susan Sarandon, desabafou em seu blog sobre o sofrimento que passou ao ter um aborto espontâneo durante a nona semana de gestação. Eles chegaram a compartilhar a notícia com a família e amigos no aniversário de um ano da filha Marlowe. Mas dois dias depois, Amurri sofreu um aborto espontâneo.

“Estou compartilhando essa história na esperança de que possamos ser uma luz para as pessoas que passam por circunstâncias semelhantes e lembrar que não há nenhuma vergonha em expressar nossas mágoas e permitir que outros nos reconfortem. (…) Vai levar um tempo para eu ter paz em relação a isso, mas me dá muito consolo saber que eu compartilhei a existência dele com vocês, que ele era importante e que nós o amamos”, escreveu ela em seu blog.

A médica ginecologista do Grupo Santa Joana e Pró Matre, Maria Elisa Noriler, explica que o aborto espontâneo é a perda natural do feto em até 22 semanas ou com peso menor que 500 gramas. “A maioria dos abortos espontâneos se dá até oito semanas de gestação. E é um risco que qualquer mulher saudável pode ter, e isso não significa que ela tenha alguma doença”, afirma.

No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada em agosto de 2015, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15% das brasileiras de 18 a 49 anos sofreram aborto espontâneo em 2013.

Para a especialista em ginecologia e obstetrícia, Heloisa Brudniewski, a causa mais frequente do aborto espontâneo é a genética. Ela explica que ocorre um erro na formação do embrião que, muitas vezes, é incompatível com a vida, evoluindo para um aborto natural. “Há outras causas, como doenças maternas, infecções, alterações imunológicas e problemas hormonais que também levam ao aborto. Mas as aneuploidias (alterações genéticas) são as mais frequentes, sendo responsáveis por cerca de 80% dos abortos”, afirma Heloisa.

O também ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”, explica que é importante investigar se a mulher tiver mais de um aborto espontâneo. “Segundo as estatísticas, um aborto espontâneo é considerado normal. Dois ou mais já entram na classificação de aborto por repetição [quando ocorrem três ou mais perdas gestacionais com menos de 22 semanas]”, afirma.


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