O QUE RESTOU FOI A PRESIDÊNCIA DA ALE-RR.

Publicado em 19 de dezembro de 2014

Escrito Por: João Bosco

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Vou direto ao ponto.

Todos eles: Romero Jucá Filho, Chico Rodrigues, José de Anchieta Júnior e toda a cambada de apaniguados, asseclas e paus-mandados, escorraçados do governo pelo voto popular, essa turma da pesada, enfim, têm, na eleição da presidência da Assembleia Legislativa de Roraima, o sonho de seu líder e cappo de tutti i cappi, Romero Jucá, de acomodar em cabides de empregos a corja que foi expurgada pelas urnas de 2014; demitidos de outros órgãos públicos e outros desempregados mais…

Manejando um orçamento anual de quase R$ 50 milhões de reais a mais do que era em 2010, o presidente dos sonhos de Jucá, de abrir as portas da ALE-RR para receber os vassalos desapeiados de suas sinecuras públicas e outros desocupados crônicos, não é outro senão o “menino de ouro” o, também notório, deputado Jalser Renier.

E Jalser nem tá esperando a “sua posse” no diário desta segunda feira.

São de quase uma dúzia já, os nomeados apaniguados de Jucá, que eram, até pouquíssimo tempo atrás, gafanhotos na Codesaima, demitidos a mando do Tribunal de Contas do Estado e que agora inflam ainda mais a folha de pagamentos de servidores da Assembleia.

E tem mais…

Romero Jucá não precisa de Jalser Renier apenas para isso.

Para manter funcionando seu império de comunicações – Rádios, TVs, sites, etc., que, claro, ele nega que sejam seus – a ALE seria o porto seguro para os capachos, paus mandatos e outros inservíveis cupins que corroem o estado desde 2008, que nada têm a ver com os seus quadros: os seus funcionários particular.

O quadro chega a ser desesperador por lá. Suas Empresas, ora, vejam vocês!, serão obrigadas a pagarem seus funcionários com o dinheiro de seus próprios lucros.
Desacostumado a isso, Jucá mandou demitir metade dos funcionários das emissoras de rádio e televisão ligadas à família; dobrou o horário dos locutores e, mesmo assim, vai precisa de apoio financeiro para manter seu império.

Com a prefeitura da capital abarrotada de servidores comissionados, milhares e milhares nomeados antes do período eleitoral e com o governo nas mãos da oposição, Jalser Renier seria o operador financeiro da carcomida resistência aos novos tempos.

É essa a oposição dos tempos que virão.

E Jalser se coloca excelentíssimo bem nesse papel e já se provou. Afinal, ele é o presidente de fato da Assembleia desde 2011. De direito, é o Chico Guerra, mas, juntos, administram, como já disse, um orçamento em R$ 50 milhões de reais a mais, ano após ano, e que, apesar disso, deixam uma divida de mais de R$ 14 milhões de reais para a próxima legislatura, oriunda de não pagarem, há sete meses, as empresas que não fazem parte do esquema que já se instalou por lá; de deixarem a ALE à mingua, sem papel higiênico, sequer, dentre outros males e artigos de necessidades.

Os excessos nas transferências constitucionais, os chamados duodécimos dos poderes, apesar de parcelados pelo Executivo durante os dois últimos anos, foram totalmente integralizados e é de se supor, então, que esses recursos estejam sendo destinado a outras finalidades que, tudo indica, o acolhimento de servidores públicos e particulares desempregados a bem do serviço público e das finanças pessoais do patrão deles.

Para quem detinha, até há pouco tempo, já a própria Assembleia; o governo estadual; praticamente todos os órgãos federais com representação no Estado; a prefeitura da capital; quatorze prefeituras do interior; oito, dos oito deputados federais; o mandato de senador da República e, nada menos do que o caixa da Petrobras, agora só lhe resta sua última esperança: Jalser Renier.

É a decadência.

Se fosse outro mereceria até dó. Jucá, não. Será um prazer vê-lo ainda pior. Longe daqui.


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